Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem".
O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da península Itálica e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental, impulsionado pelo desenvolvimento da imprensa por Johannes Gutenberg. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, Alemanha, Países Baixos e, menos intensamente, em Portugal e Espanha, e em suas colônias americanas. Alguns críticos, porém, consideram, por várias razões, que o termo "Renascimento" deve ficar circunscrito à cultura italiana desse período, e que a difusão européia dos ideais clássicos italianos pertence com mais propriedade à esfera do Maneirismo. Além disso, estudos realizados nas últimas décadas têm revisado uma quantidade de opiniões historicamente consagradas a respeito deste período, considerando-as insubstanciais ou estereotipadas, e vendo o Renascimento como uma fase muito mais complexa, contraditória e imprevisível do que se supôs ao longo de gerações.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Renascimento Cultural e cientifico
Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, mas os estudiosos não chegaram a um consenso sobre essa cronologia, havendo variações consideráveis nas datas conforme o autor.Seja como for, o período foi marcado por transformações em muitas áreas da vida humana, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
O Renascimento Cultural
Primeiro grande movimento cultural burguês dos tempos modernos, o Renascimento enfatizava uma cultura laica (não-eclesiástica), racional e científica. Entretanto, embora tentasse sepultar os valores medievais, sobretudos os teocêntricos, apresentou um entrelaçamento dos novos e antigos valores.
Buscando subsídios na cultura greco-romana, o Renascimento foi a eclosão de manifestações artísticas, literárias, filosóficas e científicas do novo mundo urbano e burguês. Tendo inicio no século XV em Florença, a Renascença, se estendeu a Roma e Veneza e, a partir de 1500, ao resto da Europa.
Os seus elementos principais foram a redescoberta da arte e da literatura clássica da Grécia e de Roma, o estudo científico do corpo humano e do mundo natural. O renascimento foi um movimento anticlerical e antiescolástico, pois a cultura leiga e humanística opunha-se à cultura religiosa medieval.
Assim, a partir do século XV encontramos paralelamente ao interesse pela civilização clássica, um menosprezo pela Idade Média, associada a expressões como “barbarismo”, “ignorância”, “escuridão”, “noite de mil anos” ou “sombrio”, em suma, era a “era das trevas”.
Inspirando-se, sobretudo, na Antiguidade Clássica, seu elemento principal foi o humanismo. A expressão humanismo refere-se genericamente a uma série de valores e ideais relacionados à celebração do ser humano. O Humanismo levou a concepção do homem como o centro do universo (isto é, o antropocentrismo), o humano ocupando o lugar central até então dominado pelo divino e o extraterreno.
O antropocentrismo (do grego άνθρωπος, “anthropos”, “humano”; e κέντρον, “kentron”, “centro”) é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem.
É comum na historiografia qualificar como antropocêntrica a cultura renascentista e moderna, em contraposição ao suposto teocentrismo da Idade Média. A transição da cultura medieval à moderna é frequentemente vista como a passagem de uma perspectiva filosófica e cultural centrada em Deus a uma outra, centrada no homem.
O homem, na visão humanista renascentista, é visto como empreendedor e capaz, como inventivo e observador, um ser integral que sabe e pode fruir as delícias do mundo e usar o seu corpo, muito diverso do homem medieval, submisso, crédulo, temeroso e ascético. Daí o predomínio da vida ativa e especulativa renascentista sobre a vida contemplativa medieval. Mas as idéias religiosas importantes para o homem medieval, como salvação, redenção, pecado original, não desaparecem, apenas deixam de ser primordiais.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
as principais caracteristicas do renascimento
Antropocentrismo (o homem no centro): É a valorização do homem como ser racional. Para os renascentistas o homem era visto como a mais bela e perfeita obra da natureza. Tem capacidade criadora e pode explicar os fenômenos à sua volta.
Não se tratava de opor o homem a Deus e medir suas forças. Deus continuou sendo soberano diante do ser humano. Tratava-se na verdade de valorizar as pessoas em si, encontrar nelas as qualidades e as virtudes negadas pelo pensamento católico medieval. Nesse sentido, o “homem tornou-se a medida de todas as coisas”, ou seja. aquilo que servia ao ser humano passou a ser visto como bom, o que não servia, como não bom. Essa idéia de que o homem é a medi¬da de tudo foi criada pelos gregos e, como tudo o que é oriundo daquela cultura, aplicava-se à elite. Na Europa renascentista, a situação era a mesma.
Humanismo: Tem por base o neoplatonismo, que exalta os valores humanos e tenta dar nova dimensão ao homem. O humanismo se expande a partir de 1460, com a fundação de academias, bibliotecas e teatros em Roma, Florença, Nápoles, Paris e Londres. O humanista era o indivíduo que traduzia e estudava os textos antigos, principalmente gregos e romanos. Foi dessa inspiração clássica que nasceu a valorização do ser humano. A escultura e a pintura redescobrem o corpo humano. A arquitetura retoma as linhas clássicas e os palácios substituem os castelos. A música instrumental e vocal polifônica se sobrepõe ao cantochão (monótico). Expandem-se a prosa e a poesia literárias, a dramaturgia, a filosofia e a literatura política. Uma das características desses humanistas era a não especialização. Seus conhecimentos eram abrangentes.
Racionalismo: Implica na convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem, pela ciência, e na recusa em acreditar em algo que não tenha sido provado. Através deste, tentava-se descobrir as leis que governam o mundo pela observação e pela experiência, contrapondo-se o conhecimento baseado na autoridade, na tradição e na inspiração de origem divina, características da cultura medieval. Essa característica do renascimento fez com que o experimentalismo e a ciência se desenvolvessem bastante.
Experimentalismo: Para os renascentistas, tudo poderia ser explicado pela razão e pela ciência e tudo poderia ser provado por experiências científicas.
Individualismo: Não consistia no isolamento do homem, mas refletia a possibilidade que cada um tinha de fazer opções, de manifestar-se sob diversos assuntos, de ser responsável pela condução da própria vida.É também a afirmação do artista como criador individual da obra de arte que se deu no Renascimento. O artista renascentista assinava suas obras, tornando-se famoso.
Hedonismo: É a valorização dos prazeres sensoriais. Esta visão se opunha à idéia medieval de associar o pecado aos bens e prazeres materiais. Surgido a partir do epicurismo (doutrina da antiguidade grega que identifica o bem com o prazer), o hedonismo representa o prazer como a finalidade da vida (“culto ao prazer”). No Renascimento representa a capacidade do homem produzir o belo; gerar uma obra apenas pelo prazer que ela possa dar, rompendo com o pragmatismo (gerar algo que tenha utilidade ao homem, tenha valor pratico). Posteriormente o hedonismo deu origem à filosofia que tem como principio obter o máximo com o mínimo de esforço.
Inspiração na antiguidade clássica: Os artistas renascentistas procuraram imitar a estética dos antigos gregos e romanos. O próprio termo Renascimento foi cunhado pelos contemporâneos do movimento, que pretendiam estar fazendo renascer aquela cultura, desaparecida durante a “Idade das Trevas” (Idade Média).
Otimismo: Era caracterizado pela crença dos renascentistas no progresso e na capacidade do homem de resolver problemas. Assim, eles apreciavam a beleza do mundo, tentando captá-la em suas obras de arte.
Repúdio ao medievalismo:
O Renascimento é marcado pelos avanços científicos, culturais, filosóficos e artísticos. Mas, durante o feudalismo, o que ocorria era exatamente o contrario, esses “valores” que tanto evoluíram durante o Renascimento, praticamente foram esquecidos pela sociedade, os valores clássicos das primeiras sociedades foram substituídos pela repressão e submissão do povo controlado pela Igreja.
Não se tratava de opor o homem a Deus e medir suas forças. Deus continuou sendo soberano diante do ser humano. Tratava-se na verdade de valorizar as pessoas em si, encontrar nelas as qualidades e as virtudes negadas pelo pensamento católico medieval. Nesse sentido, o “homem tornou-se a medida de todas as coisas”, ou seja. aquilo que servia ao ser humano passou a ser visto como bom, o que não servia, como não bom. Essa idéia de que o homem é a medi¬da de tudo foi criada pelos gregos e, como tudo o que é oriundo daquela cultura, aplicava-se à elite. Na Europa renascentista, a situação era a mesma.
Humanismo: Tem por base o neoplatonismo, que exalta os valores humanos e tenta dar nova dimensão ao homem. O humanismo se expande a partir de 1460, com a fundação de academias, bibliotecas e teatros em Roma, Florença, Nápoles, Paris e Londres. O humanista era o indivíduo que traduzia e estudava os textos antigos, principalmente gregos e romanos. Foi dessa inspiração clássica que nasceu a valorização do ser humano. A escultura e a pintura redescobrem o corpo humano. A arquitetura retoma as linhas clássicas e os palácios substituem os castelos. A música instrumental e vocal polifônica se sobrepõe ao cantochão (monótico). Expandem-se a prosa e a poesia literárias, a dramaturgia, a filosofia e a literatura política. Uma das características desses humanistas era a não especialização. Seus conhecimentos eram abrangentes.
Racionalismo: Implica na convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem, pela ciência, e na recusa em acreditar em algo que não tenha sido provado. Através deste, tentava-se descobrir as leis que governam o mundo pela observação e pela experiência, contrapondo-se o conhecimento baseado na autoridade, na tradição e na inspiração de origem divina, características da cultura medieval. Essa característica do renascimento fez com que o experimentalismo e a ciência se desenvolvessem bastante.
Experimentalismo: Para os renascentistas, tudo poderia ser explicado pela razão e pela ciência e tudo poderia ser provado por experiências científicas.
Individualismo: Não consistia no isolamento do homem, mas refletia a possibilidade que cada um tinha de fazer opções, de manifestar-se sob diversos assuntos, de ser responsável pela condução da própria vida.É também a afirmação do artista como criador individual da obra de arte que se deu no Renascimento. O artista renascentista assinava suas obras, tornando-se famoso.
Hedonismo: É a valorização dos prazeres sensoriais. Esta visão se opunha à idéia medieval de associar o pecado aos bens e prazeres materiais. Surgido a partir do epicurismo (doutrina da antiguidade grega que identifica o bem com o prazer), o hedonismo representa o prazer como a finalidade da vida (“culto ao prazer”). No Renascimento representa a capacidade do homem produzir o belo; gerar uma obra apenas pelo prazer que ela possa dar, rompendo com o pragmatismo (gerar algo que tenha utilidade ao homem, tenha valor pratico). Posteriormente o hedonismo deu origem à filosofia que tem como principio obter o máximo com o mínimo de esforço.
Inspiração na antiguidade clássica: Os artistas renascentistas procuraram imitar a estética dos antigos gregos e romanos. O próprio termo Renascimento foi cunhado pelos contemporâneos do movimento, que pretendiam estar fazendo renascer aquela cultura, desaparecida durante a “Idade das Trevas” (Idade Média).
Otimismo: Era caracterizado pela crença dos renascentistas no progresso e na capacidade do homem de resolver problemas. Assim, eles apreciavam a beleza do mundo, tentando captá-la em suas obras de arte.
Repúdio ao medievalismo:
O Renascimento é marcado pelos avanços científicos, culturais, filosóficos e artísticos. Mas, durante o feudalismo, o que ocorria era exatamente o contrario, esses “valores” que tanto evoluíram durante o Renascimento, praticamente foram esquecidos pela sociedade, os valores clássicos das primeiras sociedades foram substituídos pela repressão e submissão do povo controlado pela Igreja.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
renascimento ( caracteristicas)
É um momento em que as artes manifestam um projeto de síntese e interdisciplinaridade bastante impactante, em que as Belas Artes não são consideradas como elementos independentes.
A natureza era vista como a criação máxima de Deus, o elemento mais próximo da perfeição (atingindo o ideal procurado pela estética clássica). Assim, a busca de inspiração nas formas da natureza, tal qual propõe o clássico, não só se justifica, como passa a ser um valor em si mesmo.
Na pintura renascentista há o domínio do homem sobre sua obra (antropometria), com racionalismo, ordem, disciplina, objetivismo, erudição, ideal de beleza e autocontrole. O mundo é representado através da matemática e da geometria.
O pintor passa a assinar sua obra (eliminando-se o anonimato medieval).
A natureza era vista como a criação máxima de Deus, o elemento mais próximo da perfeição (atingindo o ideal procurado pela estética clássica). Assim, a busca de inspiração nas formas da natureza, tal qual propõe o clássico, não só se justifica, como passa a ser um valor em si mesmo.
Na pintura renascentista há o domínio do homem sobre sua obra (antropometria), com racionalismo, ordem, disciplina, objetivismo, erudição, ideal de beleza e autocontrole. O mundo é representado através da matemática e da geometria.
O pintor passa a assinar sua obra (eliminando-se o anonimato medieval).
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
RENASCIMENTO
Movimento de renovação intelectual e artística que atinge seu apogeu no século XVI, influenciando várias regiões da Europa. Com origem no humanismo, a noção de renascimento diz respeito à restauração dos valores do mundo clássico greco-romano.
O ideal de renascentista é marcado pela crença em uma capacidade ilimitada da criação humana. A invenção da imprensa contribui para a disseminação de idéias. O espírito de inquietação estende-se à geografia e à cartografia, e o impulso de investigar o mundo leva às grandes navegações e ao descobrimento do Novo Mundo. Como conseqüências, ocorrem progressos técnicos e conceituais, além de questionamentos que abrem caminho para as reformas religiosas.
O humanismo, estudo da antiga cultura greco-romana, está na origem do Renascimento e surge na Itália no século XIV. É favorecido pelo progresso econômico das cidades italianas, dominadas por uma rica burguesia, interessada nas letras e nas artes. Seus principais centros são Florença, Veneza e Roma e os primeiros grandes representantes, Francesco Petrarca (1304-1374) e Giovanni Boccaccio. O humanismo desenvolve-se de modo notável e atinge o apogeu na Itália, no século XV, em razão de fatores como a proteção dos mecenas (papas, bispos, reis, príncipes e banqueiros que reúnem obras clássicas, amparam os estudiosos da literatura grega e latina, fundam bibliotecas e embelezam seus palácios e igrejas); a fuga dos sábios bizantinos, grandes conhecedores da cultura clássica, para a Itália e a invenção da imprensa. Seus principais nomes nesse período são Erasmo de Roterdã e Thomas Morus (1478-1535).
O Renascimento italiano é favorecido ainda, além dos fatores determinantes do humanismo, por uma tradição clássica, já que o país abrigou o centro do Império Romano, e pelo crescimento econômico das cidades italianas. Grandes mestres do Renascimento italiano são Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Ticiano e Tintoretto. Entre os escritores, destaca-se Maquiavel.
O Renascimento marcou o início dos tempos Modernos no plano cultural. Começou nos fins da Idade Média e atingiu a plenitude entre os séculos XV e XVI. A denominação Renascimento foi resultado da preocupação dos homens que viveram esta evolução cultural, em aproximar a sua época da Antigüidade. Consideravam, portanto que a sua época via renascer a cultura antiga, a partir da qual se orientavam, em oposição à cultura medieval, que desprezavam. Julgavam viver um período de luzes depois das “trevas” medievais.
Houve, portanto, um retorno à cultura greco-romana, tanto no plano artístico como na maneira de pensar.
Isso trouxe a redescoberta do valor e das possibilidades do homem, que passou a ser considerado o centro de tudo. Na Idade Média o centro era Deus.
Foi também acentuada a importância do estudo da natureza.
A característica mais marcante do Renascimento foi o seu profundo racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa de acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada. Os métodos experimentais, a observação científica, o desenvolvimento da contabilidade, a organização política racional, que começaram no Renascimento, são exemplos desse racionalismo.
Os artistas de Florença – A maior parte da Itália era dividida em pequenas cidades-estado, governadas por príncipes comerciantes. Esses príncipes não eram filhos de reis, mas de famílias de comerciantes ricos e poderosos. Muitas vezes irrompiam guerras entre eles.
Florença é uma cidade localizada nos montes toscanos, que ficou famosa por toda a Europa por causa dos tecidos que produzia. Uma das famílias mais influentes de Florença, os Médici, queria ser lembrada assim como outras famílias que lá viviam.
Com o progresso das cidades e do comércio, muita gente enriqueceu a ponto de ficar em condições de proteger os artistas e gastar bastante com a Arte; os protetores dos artistas eram chamados mecenas. Estes acabavam conhecidos e respeitados por todos. A Arte os ajudava a conseguir créditos e a divulgar as atividades de suas empresas, contribuindo para o seu progresso.
Como o fato de ser mecenas era sinal de prestígio, o interesse social uniu-se ao econômico e ao político da Itália.
As famílias poderosas convidavam artistas para pintar, esculpir e construir prédios para eles, e Florença tornou-se um centro de atividade artística. Foram criadas escolas de aprendizagem, onde eram lidos os livros dos gregos e dos romanos. Em pouco tempo Florença ficou conhecida como uma nova Roma – o mundo Clássico dos Gregos e Romanos havia renascido.
A perspectiva - Os afrescos, os retábulos e as pinturas decorativas dos palácios eram todos planos e bi-dimensionais. Como pintar o espaço dentro da pintura? Como fazer as coisas perecerem estar à distancia? Os artistas estudaram a ci6encia da perspectiva a fim de fazer suas pinturas parecerem mais realistas – como se houvesse nelas um local tri-dimensional, dando profundidade a pintura.
A Arte que retrata as pessoas e a natureza - A arte não era mais criada somente para louvar a Deus. As pessoas deram a si mesmas uma nova importância no mundo. Os florentinos tentaram mostrar o mundo da beleza, criado por Deus para os seres humanos. A paisagem montanhosa de Toscana, em volta da cidade de Florença e de seu rio, o Arno, foi estudada. A natureza, a aparência e os pensamentos das pessoas também foram estudados.
O ideal de renascentista é marcado pela crença em uma capacidade ilimitada da criação humana. A invenção da imprensa contribui para a disseminação de idéias. O espírito de inquietação estende-se à geografia e à cartografia, e o impulso de investigar o mundo leva às grandes navegações e ao descobrimento do Novo Mundo. Como conseqüências, ocorrem progressos técnicos e conceituais, além de questionamentos que abrem caminho para as reformas religiosas.
O humanismo, estudo da antiga cultura greco-romana, está na origem do Renascimento e surge na Itália no século XIV. É favorecido pelo progresso econômico das cidades italianas, dominadas por uma rica burguesia, interessada nas letras e nas artes. Seus principais centros são Florença, Veneza e Roma e os primeiros grandes representantes, Francesco Petrarca (1304-1374) e Giovanni Boccaccio. O humanismo desenvolve-se de modo notável e atinge o apogeu na Itália, no século XV, em razão de fatores como a proteção dos mecenas (papas, bispos, reis, príncipes e banqueiros que reúnem obras clássicas, amparam os estudiosos da literatura grega e latina, fundam bibliotecas e embelezam seus palácios e igrejas); a fuga dos sábios bizantinos, grandes conhecedores da cultura clássica, para a Itália e a invenção da imprensa. Seus principais nomes nesse período são Erasmo de Roterdã e Thomas Morus (1478-1535).
O Renascimento italiano é favorecido ainda, além dos fatores determinantes do humanismo, por uma tradição clássica, já que o país abrigou o centro do Império Romano, e pelo crescimento econômico das cidades italianas. Grandes mestres do Renascimento italiano são Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael, Ticiano e Tintoretto. Entre os escritores, destaca-se Maquiavel.
O Renascimento marcou o início dos tempos Modernos no plano cultural. Começou nos fins da Idade Média e atingiu a plenitude entre os séculos XV e XVI. A denominação Renascimento foi resultado da preocupação dos homens que viveram esta evolução cultural, em aproximar a sua época da Antigüidade. Consideravam, portanto que a sua época via renascer a cultura antiga, a partir da qual se orientavam, em oposição à cultura medieval, que desprezavam. Julgavam viver um período de luzes depois das “trevas” medievais.
Houve, portanto, um retorno à cultura greco-romana, tanto no plano artístico como na maneira de pensar.
Isso trouxe a redescoberta do valor e das possibilidades do homem, que passou a ser considerado o centro de tudo. Na Idade Média o centro era Deus.
Foi também acentuada a importância do estudo da natureza.
A característica mais marcante do Renascimento foi o seu profundo racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa de acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada. Os métodos experimentais, a observação científica, o desenvolvimento da contabilidade, a organização política racional, que começaram no Renascimento, são exemplos desse racionalismo.
Os artistas de Florença – A maior parte da Itália era dividida em pequenas cidades-estado, governadas por príncipes comerciantes. Esses príncipes não eram filhos de reis, mas de famílias de comerciantes ricos e poderosos. Muitas vezes irrompiam guerras entre eles.
Florença é uma cidade localizada nos montes toscanos, que ficou famosa por toda a Europa por causa dos tecidos que produzia. Uma das famílias mais influentes de Florença, os Médici, queria ser lembrada assim como outras famílias que lá viviam.
Com o progresso das cidades e do comércio, muita gente enriqueceu a ponto de ficar em condições de proteger os artistas e gastar bastante com a Arte; os protetores dos artistas eram chamados mecenas. Estes acabavam conhecidos e respeitados por todos. A Arte os ajudava a conseguir créditos e a divulgar as atividades de suas empresas, contribuindo para o seu progresso.
Como o fato de ser mecenas era sinal de prestígio, o interesse social uniu-se ao econômico e ao político da Itália.
As famílias poderosas convidavam artistas para pintar, esculpir e construir prédios para eles, e Florença tornou-se um centro de atividade artística. Foram criadas escolas de aprendizagem, onde eram lidos os livros dos gregos e dos romanos. Em pouco tempo Florença ficou conhecida como uma nova Roma – o mundo Clássico dos Gregos e Romanos havia renascido.
A perspectiva - Os afrescos, os retábulos e as pinturas decorativas dos palácios eram todos planos e bi-dimensionais. Como pintar o espaço dentro da pintura? Como fazer as coisas perecerem estar à distancia? Os artistas estudaram a ci6encia da perspectiva a fim de fazer suas pinturas parecerem mais realistas – como se houvesse nelas um local tri-dimensional, dando profundidade a pintura.
A Arte que retrata as pessoas e a natureza - A arte não era mais criada somente para louvar a Deus. As pessoas deram a si mesmas uma nova importância no mundo. Os florentinos tentaram mostrar o mundo da beleza, criado por Deus para os seres humanos. A paisagem montanhosa de Toscana, em volta da cidade de Florença e de seu rio, o Arno, foi estudada. A natureza, a aparência e os pensamentos das pessoas também foram estudados.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Renascimento Cultural e cientifico
As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.
Os governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.
Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.
Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.
Características Principais:
- Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais;
- As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico;
- Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus ( teocentrismo ), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem (antropocentrismo);
- A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.
- Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais;
- As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico;
- Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus ( teocentrismo ), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem (antropocentrismo);
- A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.
Durante os séculos XIV e XV, as cidades italianas como, por exemplo, Gênova, Veneza e Florença, passaram a acumular grandes riquezas provenientes do comércio. Estes ricos comerciantes, conhecidos como mecenas, começaram a investir nas artes, aumentando assim o desenvolvimento artístico e cultural. Por isso, a Itália é conhecida como o berço do Renascentismo. Porém, este movimento cultural não se limitou à Península Itálica. Espalhou-se para outros países europeus como, por exemplo, Inglaterra, Espanha, Portugal, França, Polônia e Países Baixos.
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